Peça de Laís Bodanzky traz metalinguagem em cena
A cineasta Laís Bodanzky, diretora de três produções da Gullane (“As Melhores Coisas do Mundo”, “Chega de Saudade” e “Bicho de Sete Cabeças”), assina a direção da peça “Menecma”, em cena no Teatro do Sesi de São Paulo até 26 de junho. O texto, de Bráulio Mantovani, faz um jogo de significado de palavras. Com várias referências ao cinema noir, usa e abusa da metalinguagem, brincando com ficção e realidade.
Menecma são duas pessoas impressionantemente semelhantes. Ne peça, esses espelhos estão entre os personagens Eva, Ivo, Julie, Giulia, Polônio e Apolônio. Vale observar que, na vida real, Laís convive diariamente com o trocadilho de letras: é casada com o roteirista Luiz Bolognesi (“Terra Vermelha”, “Chega de Saudade”, “As Melhores Coisas do Mundo”).
Na equipe de “Menecma”, estão vários nomes conhecidos da “sopa de letrinhas”, créditos dos filmes da Gullane: o ator Gustavo Machado (de “As Melhores Coisas do Mundo”) é o protagonista Guilherme; a cenografia é de Cássio Amarante (diretor de arte de “Chega de Saudade”, “Cidade de Plástico”, “Encarnação do Demônio”); a trilha sonora (que se remete ao cinema clássico) é do BiD (“Chega de Saudade”, “As Melhores Coisas do Mundo”); e o autor, Bráulio Mantovani, foi um dos roteiristas de “O ano em que meus pais saíram de férias”, além de ter colaborado em roteiros como “Querô” e “Chega de Saudade”.
Se existe teatro em São Paulo em que se pode ir de olhos fechados sem saber a programação (e não pesar no bolso) é o do Sesi, na Fiesp. Aproveitem!
Serviço:
De 26/março a 26/junho/2011
5ª e 6ª feiras, grátis – ingressos podem ser retirados a partir do meio-dia
Sábado e domingo, R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia) – venda antecipada na bilheteria
Teatro do Sesi
Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp
11 3146-7405 / 7406
www.sesi.org.br/centrocultural
PS 1 – para saber mais
blog da peça: http://menecma.wordpress.com
site da Buriti Filmes
twitter: @menecmateatro
PS 2 – para prestar atenção
O Fred Avellar, que trabalhava conosco na Gullane, aparece no último vídeo, o filme dentro da peça…
PS 3 – para quem gostou
Para ler mais sobre metalinguagem, recomendo o livro “O Filme Dentro do Filme – A Metalinguagem no Cinema”, de Ana Lúcia Andrade (UFMG, 1999).
Um livro recente que traz metalinguagem na literatura é o “Cordilheira”, romance do escritor gaúcho Daniel Galera, primeiro volume publicado da série Amores Expressos, da Companhia das Letras.
por Luísa Berlitz
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