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3 Nov 2011

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“Mundo Invisível” tem sessão especial na Mostra

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Ainda em etapa de finalização, o longa-metragem “Mundo Invisível” foi exibido ontem (2) na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Concebido pelo fundador da Mostra Leon Cakoff, o filme foi apresentado como Work In Progress em homenagem ao cineasta, falecido no último dia 14.

 

O público lotou as duas sessões do filme, realizado pela Mostra e pela Gullane com a participação de diretores do mundo todo. Nomes como Wim Wenders (Alemanha), Manoel de Oliveira (Portugal) e Theo Angelopoulos (Grécia) aceitaram o convite de participar do filme para mostrarem seus olhares cinematográficos sobre o tema de Invisibilidade.

 

Na sessão de ontem, Renata de Almeida – esposa de Leon e produtora do filme e da Mostra – falou emocionada aos espectadores sobre o filme ao lado do produtor Caio Gullane.

 

 

Os diretores Atom Egoyan (Canadá/Armênia), Maria de Medeiros (Portugal) e Laís Bodanzky (Brasil) também subiram ao palco junto com parte da equipe e elenco que participou da produção.

 

 

“Mundo Invisível” poderá ser visto nos cinemas de todo o Brasil em 2012.

 

Confira aqui mais fotos dessa noite especial:

 

Plateia lota sala de cinema em São Paulo

 

 

Cineasta e atriz portuguesa Maria de Medeiros participa da sessão

 

Produtor Caio Gullane entre os diretores de cinema Laís Bodanzky e Atom Egoyam

 

 

por Mariana Mecchi

fotos de Tauana Albuquerque

 

21 Out 2011

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35 anos de Mostra

Mostra

Começou minha estação preferida! A temporada de filmes da Mostra Internacional de Cinema – São Paulo International Film Festival. Ainda sonho em tirar pelo menos uma semana de férias nesse período do ano para tentar assistir ao máximo de sessões numa edição futura.

 

É muito difícil escrever sobre a cerimônia de abertura, realizada ontem, pois há uma semana perdemos nosso querido amigo e colega Leon Cakoff.

 

Leon Cakoff, criador da Mostra (Foto: Jornal da Mostra)

 

Leon era impaciente para transformar o mundo, sua sinceridade era visível até virtualmente, por e-mail. Sempre olhou nos olhos e trouxe um olhar doce para o cinema. Ele nunca deixou de nos surpreender com novidades ou soluções radicais em impasses de produção, me deixava perplexa. Numa das últimas vezes que nos reunimos com ele, na sala da casa dele e da Renata, estava muito feliz com o aniversário de 35 anos do evento e com a arte do Maurício de Souza para o cartaz.

 

 

A noite de ontem no Auditório Ibirapuera foi um rito de passagem, como bem descreveu Rubens Ewald Filho, pelo luto e tributo ao Leon. Os depoimentos emocionantes, como de André Sturm e Carlos Calil, nos ajudam a transformar a tristeza em um sentimento menos dolorido.

 

Imperdível a versão do clássico curta “Viagem à Lua”, do Georges Méliés, colorida e restaurada pela Lobster Film com trilha sonora moderna e maravilhosa do Air. Recomendo também o longa exibido ontem, o inquietante e envolvente novo filme dos irmãos Dardenne: O Garoto da Bicileta.

 

Adoro a Mostra. Me apaixonei por ela quando existia uma versão “pocket” itinerante, que chegava em Porto Alegre. Com certeza ela está no pacote de justificativas para minha vinda para São Paulo. Uma delícia dar voltas ao mundo, assistindo a obras raríssimas, de localidades distantes que espero um dia poder visitar. Um privilégio poder ver filmes magníficos muito antes do resto do mundo. Ontem foi reafirmado isso, entre os depoimentos no palco, e concordo plenamente: São Paulo é uma cidade cinéfila graças à Mostra. Não podemos reclamar muito do nosso leque de salas nem do calendário de estreias. [Espiem uma Filmcomment (uma excelente revista de cinema publicada pelo Lincoln Center). NYC não tem bom circuito de filmes europeus, por exemplo, não chega perto da programação de São Paulo.]

 

É um quebra-cabeça divertidíssimo escolher a programação, apesar de às vezes ser difícil de conciliar a agenda. Adoro rever os amigos nas proximidades da Paulista, nas filas e nas salas de cinema, trocar dicas de filmes. Arriscar por título ou por horário e me espantar com grandes ideias, lindas imagens. Tenho saudades disso.

 

Não sei o quanto vou conseguir aproveitar da 35ª Mostra, pois estamos numa gincana para “terminar a versão work in progress” do filme ”Mundo Invisível” para ser exibido nesta edição do festival. Assim como consegui parar uns minutos para redigir este post, movida pela paixão, também pretendo encaixar o que conseguir de sessões nos horários livres das próximas semanas.

 

Aproveito para agradecer as mensagens carinhosas que recebemos da equipe e dos diretores de “Mundo Invisível” nesses últimos dias.

 

Já estão sintonizados com a Mostra? Estão perdidos entre tantos filmes? Compartilho algumas dicas que vou seguir aqui. E espero encontrar vocês em uma das sessões de Mundo Invisível!

18 Jul 2011

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No estúdio invisível

Renata de Almeida, Leon Cakoff, Reinaldo e Rosana Souza no estúdio A Voz do Brasil

Semana passada estive com Leon Cakoff e Renata de Almeida no estúdio A Voz do Brasil. Leon gravou nova locução para o curta “Yerevan – O Visível“, inspirado na história real de seu avô, desaparecido na Armênia. Dirigido por Atom Egoyan, este será um dos episódios do longa-metragem Mundo Invisível, uma coprodução da Gullane e da Mostra Internacional de Cinema – São Paulo International Film Festival, com direção geral do Leon e sob o olhar de diretores de diferentes nacionalidades.

 

Avô de Leon Cakoff, desaparecido na Armênia

Também integram o projeto os cineastas Wim Wenders, com o documentário “Ver ou não ver”; Maria de Medeiros, com a ficção “As Aventuras do Homem Invisível”; Theo Angelopoulos, com o segmento “Céu Inferior”; Marco Bechis, com “Tekoha”, entre tantos outros.

Leia alguns artigos publicados sobre o projeto:

ep. Maria de Medeiros: na UOL

ep. Gian Vittorio Baldi: no blog da Mostra

ep. Manoel de Oliveira: no blog da Mostra

ep. Atom Egoyan: para quem tem acesso à Folha online

Aqui, algumas imagens da gravação: